A utilização do rebite por parte de muitos caminhoneiros não
é novidade. O problema agora está se tornando mais grave, o rebite está sendo
substituído por crack e cocaína. A reportagem a seguir nos mostra isso.
Caminhoneiros trocam rebite pela
cocaína para trabalhar mais
A cocaína se transformou no novo “estimulante” dos
caminhoneiros que trafegam pelas rodovias brasileiras. Estudos comprovam que os
profissionais estão trocando a anfetamina pelo pó na ilusão de que poderão
suportar por mais tempo as longas jornadas de trabalho, que muitas vezes se
estendem por mais de 16 horas. Levantamento da Universidade de São Paulo (USP)
e de instituições ligadas ao trânsito mostram que pelo menos 33% dos motoristas
de caminhão utilizam entorpecentes para cumprir a carga horária.
(...)
Os motoristas são levados a acreditar que a cocaína deixa a
pessoa acordada por mais tempo do que a anfetamina. “Eles chegam a dizer que o
pó pode fazer com que o caminhoneiro fique 90 horas dirigindo e estas pareçam
mais curtas, evitando o cansaço”, conta Juarez, com 20 anos de profissão.
“Não critico quem consome essa droga, mas acho uma judiaria o
que fazem com o próprio organismo”, lamenta. A diferença no preço faz parte da
tática dos traficantes para atrair os consumidores. Uma buchinha, com cerca de
um grama de cocaína, custa entre R$ 15,00 e R$ 20,00. Já a cartela de rebite,
com oito a dez comprimidos, é vendido por R$ 60,00. Para Juarez, no final, o
caminhoneiro paga quase a mesma coisa. “Fica apenas a ilusão de que com uma ou
duas buchinhas irá mais longe”, observa.
Texto dos repórteres Paulo Roberto
Tavares e Cíntia Marchi.
Para
ler a reportagem completa acesse Correio do Povo.
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