terça-feira, 9 de junho de 2015

O que pode ser feito para reduzir o uso de drogas pelos caminhoneiros?

Os caminhoneiros de estrada representam uma importante categoria profissional na economia do Brasil. Portanto, existe um grande desafio em encontrar alternativas para reduzir o consumo dessas substâncias e conscientizar estes profissionais sobre os riscos. Também é necessário melhorar suas condições de trabalho e qualidade de vida. (NASCIMENTO et al., 2007).


Segundo Knauth et al. (2012) a redução da vulnerabilidade destes profissionais requer políticas intersetoriais que garantam educação, capacitação profissional, direitos trabalhistas, melhores condições nas estradas e locais de parada e acesso a serviços de saúde, incluindo programas voltados para o consumo de álcool e drogas.
É muito difícil mudar um comportamento de risco sem mudar as normas culturais que influenciam estes comportamentos. Atuando-se exclusivamente sobre os indivíduos, é possível que se consiga que alguns deles mudem, porém é provável que eles logo sejam substituídos por outros comportamentos não adequados. Para atuar de maneira eficaz, são necessárias políticas de abrangência que não só promovam mudanças de comportamento, mas também atinjam as redes de relações, as condições materiais e psicossociais nas quais as pessoas vivem e trabalham e também que exista uma atuação ao nível dos macrodeterminantes, através de políticas macroeconômicas e de mercado de trabalho, reduzindo as desigualdades sociais e econômicas. (BUSS; FILHO, 2007).
Portanto são necessárias estratégias que abarquem não apenas aspectos isolados, mas sim incluam os diversos aspectos da saúde, da cultura e da sociedade.

Fontes:
BUSS, P. M.; FILHO, A. P. A Saúde e seus Determinantes Sociais. PHYSIS: Rev Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1): 77-93, 2007.

KNAUTH, D. R. et al. Manter-se acordado: a vulnerabilidade dos caminhoneiros. Rev Saúde Pública, 2012; 46(5): 886-93.

NASCIMENTO, E. C. et al. Uso de álcool e anfetaminas entre caminhoneiros de estrada. Rev Saúde Pública, 2007; 41(2): 290-3.



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