No Caderno de Atenção Básica-Saúde Mental (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013) abordam-se diversos temas, um deles que
ressaltamos a importância é sobre o cuidado e a família.
A família é um sistema
que está constantemente conectado a outros setores da sociedade, onde se
compartilham relações: de
desenvolvimento, afeto, convívio, de parentescos sanguíneos ou não, e que em meio a
essas questões estão passíveis a crises.
Não existem famílias iguais, cada configuração e papéis
dentro de um lar é distinto do outro, onde cada membro da família dá sentidos e
significados singulares. Devido sua importância na constituição de um sujeito,
esta é uma aliada também no que diz respeito ao cuidado, principalmente quando
este está em sofrimento psíquico.
No caso dos caminhoneiros devido as longas viagens, estradas
ruins, curtos prazos para entrega das cargas, sono em turnos alterados e/ou
falta deste, distância da família por semanas, má alimentação e até uso de
substâncias psicoativas lícitas ou não, podem ser geradoras de sofrimento
nestes sujeitos, assim como em seus familiares.
O profissional da saúde tem como um de seus papéis realizar o
acolhimento das famílias, e juntamente à elas, identificar as situações de
risco, vulnerabilidade, pensando e estruturando maneiras da família
potencializar o que tem de melhor, através de um projeto terapêutico, sem
estigmatizar ou julgar os sujeitos. Podendo este contato iniciar com uma visita
da agente comunitária de saúde, da qual faz visitas mensais nas residências.
Com vínculos familiares fortes, potencialização da família e
dos papéis desenvolvidos por cada membro, auxiliam o sujeito a reconfigurar-se
em meio ao sofrimento, visto que a potencialidade é um fator de proteção.
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