A procura por empregos autônomos vem ganhando força em nossa
sociedade. Um exemplo deste fenômeno é a profissão de transportador de carga
rodoviária, conhecida também por “caminhoneiro”. Esta profissão contempla o
profissional autônomo, o cooperativado ou o empregado. Porém, nos últimos anos,
este profissional está no ranking de profissões mais “estressantes” do Brasil.
Toda mudança exige ou resulta em uma adaptação, e o estresse
está associado a isso. Nesta época de intensas e rápidas mudanças, uma
atividade social que vem obrigando o ser humano a se adaptar drasticamente é o
mercado de trabalho, cada vez mais competitivo e exigente.
De acordo com Abreu e Oliveira (2014) as exigências da vida
contemporânea transformaram a palavra “estresse” numa das mais pronunciadas
mundialmente. Não há quem, independentemente de nível econômico ou de faixa
etária, fique imune às pressões do dia-a-dia. A função do estresse não é causar
doença e sim, preservar a saúde em crise, visto que pode colaborar para a
defesa do corpo humano contra situações prejudiciais. Desta forma, além de não
ser possível se livrar do estresse, não é aconselhável. Contudo, é possível
administrar os malefícios causados por ele, que podem ocorrer quando o
mecanismo é acionado cronicamente, o que pode levar a uma série de doenças.
Para isso, é necessário que o indivíduo tenha desenvolvido
sua autoconsciência e sua capacidade de resiliência, o que é muito difícil de
ser alcançado. Um indivíduo submetido a situações de estresse pode ser
comparado a um edifício, que não suportando sua tensão pode apresentar
rachaduras (nos seres humanos seriam as doenças). Para vencer sem lesões, é
necessário que o caminhoneiro adquira uma postura resiliente, ou seja, é
necessário que alcance através do equilíbrio, entre a tensão e a habilidade de
lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos (sofrimentos), a estrutura de
um carpete, que quando comprimido adquire as formas mais
diversas e retorna ao estado inicial, após pressões exercidas sobre si.
ABREU, J.A.; OLIVEIRA, V. M. Como reduzir e administrar o estresse em
caminhoneiros. 2014. Disponível em <http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo.asp?entrID=1740#.VXoz8vlVikr>
Acesso em 10/06/2015.