quinta-feira, 28 de maio de 2015

Você sabia?

Uma das deficiências adquiridas mais comuns entre os caminhoneiros é a surdez, pois eles passam longas horas dirigindo em diversos ambientes, muitos deles repletos de ruídos (buzinas, escapamento de motos, ronco de motores...). De acordo com Salles, Pereira e Passos (2011), o déficit auditivo destes trabalhadores está relacionado à exposição do sujeito ao som durante um período prolongado, somado ao tempo de serviço e a idade do trabalhador. A recomendação de ruído ideal para atividades que necessitem de atenção constante e esforço cognitivo como a profissão de caminhoneiro é de até 60 dB, sendo prejudicial a exposição a ruídos de até 115dB ou mais sem proteção. No entanto, em sua profissão o caminhoneiro circula em diversas regiões com níveis de ruídos diferentes em relação à intensidade e duração. Além disso, neste trabalho é descartada a possibilidade de utilizar protetores pois isso prejudicaria a atenção ao trânsito. A longo prazo, além da surdez adquirida, a exposição constante a ruídos pode provocar fadiga e estresse.
O trabalho é muito importante para o ser humano, pois é responsável pela concretização de sonhos e ideais e também a aquisição dos bens necessários à sua sobrevivência.Na falta de trabalho surgem problemas e mudanças na vida particular, nas relações inter e intrapessoais. O não trabalho tira a identidade, ou seja, tudo que diz respeito à forma de viver do sujeito (TEIXEIRA; GUIMARÃES, 2006).
Este vídeo mostra como um trabalhador exposto a ruídos pode desenvolver surdez adquirida e como seu cotidiano é influenciado pelas mudanças advindas com a surdez, ressaltando a importância do cuidado e da prevenção.


Fonte:
SALLES, G. C. S.; PEREIRA, C. A.; PASSOS, J. P. Condições de Trabalho dos Profissionais de Transporte e sua Relação com a Saúde. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, n.3, v.1, p.1692-1701, 2011.

MORENO, C. R. C.; ROTEMBERG, L. Fatores determinantes da atividade dos motoristas de caminhão e repercussões à saúde: um olhar a partir da análise coletiva do trabalho.Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo, n.120, v.34, p.128-138, 2009.

TEIXEIRA, A. M.; GUIMARÃES, L. Vida revirada: deficiência adquirida na fase adulta produtiva. Revista Mal-Estar e Subjetividade, Fortaleza, n.01, v.06, p.182-200, 2006.



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